Falo em lume, lábios de lume, boca de lume, o lume que no circo nos
ilumina,/ brado da paz que a guerra emperra, o lume cuspido na boca ardida,/
e o que a guerra emperra no canhão do homem bomba talvez seja o que a poesia
desfaz em bolas de fogo.
Lume, que lume?, que acendalha na boca?, pois se a poesia é algodão doce,/
se a poesia é bandeirinha de circo, que guerra nos traz a experiência dela?